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A necessidade da horizontalidade para a verticalidade.

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     "Polygon" e "Hercules e Admeto" Anatoliy Petrov "O fim é o desdobramento do início e o início coincide com o fim numa relação de  dependência recíproca: o em-si é reconhecido como em-si somente no para-si e o  para-si torna-se consciente comente como para-si do em-si, sendo um para o outro  [für-ein-Anderes], ou seja, há um terceiro como mediação. Ora, se é assim, o fim já  está no início, ou seja, desde os tempos antigos a arte já exprime de modo latente  seu fim. Cada passagem de uma forma para a outra é a expressão de um fim. Da  mesma maneira, o fim é o fim do início, não de uma outra coisa ou algo como um  fim de si mesmo. Ele é antes um desenvolvimento permitido somente pelo início." - Werle Qual a relação da técnica com o sentido moral de uma obra? esteticamente falando e no sentido histórico do termo surgido no século XIX, a moral nunca tem uma relação direta com a obra, mas o que o filme no caso pode tra...

Verdadeiro cinema cerebral.

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Bloodrayne Uwe Boll "Em suma, para falar de uma maneira comum, mais se muda o ornamento,  menos se toca naquilo que ela encobria ou ornamentava. O filósofo  pode então concluir que a noumenobiologia que ele havia desenvolvido  não é discutida. A vitalidade não foi nem anexada, nem enfeudada numa  outra além de si mesma; ela não cessa de se auto-regular." - Dagognet. A falta de vontade de fazer cinema por Boll vai além do sentido próprio e supostamente científico do que poderíamos classificar como cinema. Mas que classificaremos para que essa vontade demonstre assim uma maior complexidade. O sentido mais radical de um anti-cinema se faz dessa maneira como uma forma de produzir uma outra norma que faça com que o classicismo não possa operar e daí produzir uma outra autoridade sobre o objeto, a obra de cinema. Não há ao menos uma vontade de construir drama, não existe tempo a isso em seu cinema, pois é necessário que o espaço se de espaço para que o...

Talassocrassia

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Back Street  John M. Stahl "Expressando-nos filosoficamente desde já, poderíamos distinguir duas  imaginações: uma imaginação que dá vida à causa formal e uma imaginação que dá  vida à causa material; ou, mais brevemente, a imaginação formal e a imaginação  material. [...] É necessário que uma causa sentimental, uma causa do coração se  torne uma causa formal para que a obra tenha a variedade do verbo, a vida  cambiante da luz. Mas, além das imagens da forma, tantas vezes lembradas pelos  psicólogos da imaginação, há – conforme mostraremos – imagens da matéria,  imagens diretas da matéria. A vista lhes dá nome, mas a mão as conhece." - Bachelard Filme é todo construído ao redor de elipses, saltos quantitativos na narrativa que elevam sua potência a um sentido de perda de qualidade. Explico melhor, qualidade não no sentido de juízos de valor sobre a obra diretamente, mas exatamente essa afirmação da potência negativa do vazio conjura...

Confluência de inúmeros pontos de vista.

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 The legend of boggy creek Charles B. Pierce "A floresta na geografia sagrada é similar às montanhas num sentido  claro. O simbolismo da árvore corresponde ao simbolismo da montanha  (ambos o primeiro e o último designam o eixo mundial). Portanto, nas  telurocracias a floresta também exerce uma função secundária, como ela  também é o ‘lugar dos sacerdotes’ (os druidas, os magos, os eremitas), mas  também ao mesmo tempo o ‘lugar de demônios’, isto é, resíduos arcaicos de  um passado desaparecido. Deste modo, a floresta não pode servir como o  centro de um império terrestre." - Dugin A delimitação que se impõem quando lidamos com geopolítica, o sentido terreno e geográfico que permite a elevação de espíritos, ontologias e metafisica. O filme deixa claro de maneira topográfica como a floresta circunscreve o vilarejo, o que me lembra algo além do que comumente se relaciona através da forma esse filme, não sendo ...

Poder do roteiro

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Taxi Hunter Herman Yau "(...) certo de  que não era verdadeira a doutrina que estes homens pregavam. Fugia deles com a alma, porque, quando eu indagava a origem do mal, via-o repleto de malícia que levava a crerem antes sujeita ao mal a Vossa substância do que deles ser susceptível de cometê-lo." - Agostinho. A atomização que o cinema entrega por seu realismo essencial, confunde seus espectadores de forma críptica, carregando-o para fora da própria obra. Os males da poieses. A negatividade assim do ponto de vista mais que moderno, não como um sistema que se fecha e nos entrega modelos, mas uma reação a própria realidade que filma, no caso de cinema. Então o positivo se desloca para o interior, delimitando e entregando essas padronizações típicas de séculos de ciência. Qualquer leitura que façamos desse Yau se tornam rasas se partimos assim desse ponto. Precisaríamos nos tornar positivos perante a ela, para que não sejamos lançados ao extracam...

Realismo como insuficiência geopolítica.

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Undine Christian Petzold  "Essa pode ser uma arte muito perigosa. Grande parte do surrealismo está designado de maneira inadequada, na realidade. Sur, do Francês e do latim, significa acima, e esta arte, por certo, na sua maior parte, não está acima do realismo: é um sub-realismo. Se nós chamamos de realidade o estado desperto comum – e esta é uma definição filosófica aceitável do real, embora, é claro, em ultima instância, o real não seja isso – e se denominamos de realismo uma arte que é uma emulação das formas externas da natureza – como as pinturas de Ingres ou da famosa escola clássica do século dezoito – então nós temos dois mundos: um que está em cima e outro embaixo. Há o que está acima do mundo físico – o mundo espiritual – e um mundo sub-realista, dos subelementos da psique, onde, na verdade, se acumula todo o lodo da lagoa, ou seja, os elementos mais negativos e, quase sempre, mais perigosos da psique humana." - Nasr A cidade para Petzold tem bastante importância n...

Cinema transviado.

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Violet Bas Devos "Pois é na diferença que consiste a poesia do mapa e o encanto do território, a magia do conceito e o encanto do real. Este imaginário da representação, que culmina e ao mesmo tempo se afunda no projeto louco dos cartógrafos, de uma coextensividade ideal do mapa e do território, desaparece na simulação - cuja operação é nuclear e genética e já não especular e discursiva. É toda metafísica que desaparece. Já não existe o espelho do ser e das aparências, do real e do seu conceito. Já não existe coextensividade imaginária: é a miniaturização genética que é a dimensão da simulação. O real é reproduzido a partir de células miniaturizadas, de matizes e de memória, de modelos de comando - e pode ser reproduzido um número indefinido de vezes a partir daí. Já não tem de ser racional, pois já não se compara com nenhuma instância, ideal ou negativa. É apenas operacional. Na verdade, já não é o real, pois já não esta envolto em nenhum imaginário. É um hiper-real, produto de s...