Dudes
"Para ele [o homem], o próximo não constitui apenas um possível colaborador e objeto sexual, mas também uma tentação para satisfazer a tendência à agressão, para explorar seu trabalho sem recompensá-lo, para dele se utilizar sexualmente contra sua vontade, para usurpar seu patrimônio, para humilhá-lo, para infligir-lhe dor, para torturá-lo e matá-lo. Homo homini lupus; quem, depois de tudo o que aprendeu com a vida e a história, tem coragem de discutir esta frase?" - Freud
"Porquanto, formar o juízo de que tal remédio curou Cálias quando sofria de certa doença, e da mesma forma no caso de Sócrates e de muitos outros indivíduos, é questão de experiência; mas julgar que esse remédio tem curado as pessoas de determinada constituição, definida como uma classe, quando padecia de tal doença – por exemplo pessoas fleumáticas ou biliosas ardendo em febre – isso é questão de arte." - Ariestotemles
O assombro agora é empreendido por esse forma de solicitação pelo novo, por uma conquista em méritos próprios e não cooperativa. Busca-se uma melhoria de vida através do retorno as origens, sair dos centros por esgotamento físico e psicológico, para uma vida mais campesina, traçar novos méritos. Por mais que essas ações se deem de forma desmembrada, de cenas não tão bem filmadas e montadas, por resoluções simples de roteiro, é nessa denúncia que o filme se mantêm como ferramenta para subnutrir todo um gênero, tanto como resgate, principalmente do western como transformismo de grupelho, quanto um aparato para uma nova indústria marginal e de novos empreendimentos. A polícia que não é eficiente e estupida, desprovida de intuição telúrica, perde seu posto de proteção para grupos anarquistas e independentes. A inocência, lugar apartado pela razão, e que nos entrega ultima força intuitiva, gasta tudo o que é na concórdia, da conciliação para se portar num lugar ulterior da vontade, a de se fazer representação máxima e holográfica de uma questão maior ainda não racionalizada, internalizada devidamente. A refutação sofista só poderá ser assim condizente com a própria força motriz do movimento, não como um ponto de vista enjaulado e modernamente acadêmico, mas que paira metempsicoticamente sobre os corpos, assume outros olhares, tarantismos. A dança entre socos que veem estritamente fora do campo e não mostrando os reais agressores, nos detendo dos fatos, mas continuamente impondo a verdade: não somos bem-vindos; o nowhere, o oeste ainda é inóspito. A estranheza e a automação ganham esse aspecto reativo e místico, de transformação, onde se construirá técnicas capazes de consolidar impérios virtuais. A vontade interior e não social se torna a norma que conduzirá massivamente a pluralidade de conceitos. a casca e a armadura que ira se construir jocosamente por esses grupos nos dão um recalque ainda mais sombrio e com uma força gravitacional mais assombrosa, o gás hélio que emana desses corpos celestes irão ágora produzir essa imagem diametralmente oposta a sua origem, se os cascos formados nesse processo social revestem a nova progressão aeonica e tudo o que holisticamente move e rompe com a hegemonia só podem vir assim por conta dessas politicas mais voltadas a superfície, as necessidades que mesmo já superadas precisam ser reafirmadas, no simples andar do progresso, de inventar novas necessidades e desejos. a linguagem se mostrará como um empecilho ainda maior nesse movimento de lançar para fora e ao mesmo tempo para dentro da memória, cenas que são episódios balizados pelo conceito maior, o de não capacidade de superação, e pela péssima realidade da afirmação. A doença deixa de ser provinciana, para se tornar um globalizante redemoinho, ou do empréstimo francês rendezvous, como bem dito pela mais nova patrulha de fronteiras, consolidada pela intuição precificada dos negócios do aquém. Não é uma afirmação contra o trans, do que vai além, porem uma adaptação corriqueira da biologia, da materialidade contida pela lógica do presente. e por mais que seja internacional, possui a sua nacionalidade bivalente e socialista-protecionista, pelo futurismo expandido das democracias, mas também pelo sistema econômico em fórmulas cabíveis pela sua temporalidade, e sempre, por meio da técnica sendo redescoberta. Essa nova indústria resignifica, comodifica e da sobrevida ao que esta sendo expulso, sem possibilidades de passaporte, sem orfismo reinventado pelo platonismo, mas por imperaçao ariestotemlica, até então lugar de reivindicação do que se sobressaiu, a transição de toda uma era, de um funil destruidor de almas e hermafroditismo.

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