The lady vanishes, 1938.
Alfred Hitchcock
"embora invista e sempre continue a investir contra a metafísica, ao reconhecer, porém, ser essa luta inglória ou improdutiva, lida não com o problema genérico e abstrato da luta contra a metafísica, mas a luta contra problemas metafísicos em cada uma de suas manifestações contextuais, produzindo-se armas que evitem que deles nos tornemos prisioneiros e dissolvendo-os enquanto problemas, ao mostrar que eles podem ser vistos de outras maneiras, sob outras perspectivas. Esse tipo de estratégia é o que caracteriza, de certo modo, uma atitude terapêutico-gramatical diante de um problema metafísico, quer em suas manifestações no domínio da investigação acadêmica, quer no domínio mais amplo de nossas ações em todos os campos de atividade humana." - Miguel
"Silogismo é um enunciado no qual, uma vez estabelecidas certas coisas, segue-se necessariamente outra coisa distinta destas pelo fato destas serem assim. Por ‘estas serem assim’ entendo o ocorrer por causa delas, e o ‘ocorrer por causa delas’ entendo o carecer de nenhum termo exterior além daqueles que foram estabelecidos para gerar o necessário. Chamo de silogismo perfeito o que nada carece além do que foi estabelecido para manifestar o necessário, e imperfeito o que carece de uma ou mais coisas, as quais são necessárias por causa dos termos assumidos, mas que não estão estabelecidas nas premissas." - Aristoteles.
A digressão que torna possível a coinspiraçao do Real, e do paradoxo que se forma na linguagem que abre o século XX, como um continuum perfeito do século XIX. A formação dos bens de consumo duráveis, os eletrodomésticos, carregados em trilhos, formando matérias que produzem um vácuo nesse espaço onde ocorreu a digressão. Não é como os cientistas políticos conferem nessa reflexão sadia sobre a realidade macroeconômica, onde no lugar em que não há liderança, sempre haverá um posto a ser assumido, um lugar a ser preenchido, como agora donde vos falo, 2023, o afrouxamento dos EUA sobre a América latina, deixando possível a reunião novamente dos países vizinhos, e uma maior presença da China, nesses espaços deixados pelo fáscio bélico dos nortistas. Aparte de minha digressão e retornando ao filme em questão, 1938, preparativos para segunda grande guerra: o homem é em si o próprio drama, esse vácuo deixado pelo deus artificie que esta entre a Forma e a realidade, (os bens) mas que se vê num empasse como o novo Real, e agora substancia consolidada pelos ímpetos cientifico, transformando aquela moeda em virtualidade, algo sem lastro, ou o mundo entre os antecessores duplos engolindo esse deus artista. Essa nova camada que forma uma conjunção e nos remete ao problema filosófico do momento, inserido na linguagem, no sofisma, no poema. A própria política em si, redundantemente digredindo, em novas especulações e formando novas commodities, retirando tudo o que é bem durável, o trem, que antes era transporte, para faze-lo personagem. Cria-se a dependência para esse avanço da narrativa, do perigo imposto por trilhos que já são premeditados, num espaço totalmente sitiado, é fácil mudar o rumo desse veiculo mesmo que o plano principal de errado, sempre é possível um novo, claro sempre orientado pelo heroísmo positivo, esse que retorna ao mesmo, ao centro. E se não formos apanhados por esse progresso em digressão, que muda seu ponto de vista mesmo sendo o todo uma inércia linear e cinética. O cinema que deveria ser a arte ultima nesse camada medíocre sem mais o tal deus, não esta sendo suficiente para produzir novos imaginários, mas fabulações sabias e reafirmações do masculino, do chiste psicanalítico dos confins do romance; e digo medíocre como inventivo e não criativo, pois é espremido tanto pelo alto da Forma, quanto pelo baixo da matéria. Se o roteiro baseado numa fabula real, para não se expulsar os turistas, e não produzir traumas na sociedade, a qual a doença não pode despontar para que o economês continue sendo explicitado e falado, e oras resolvendo nosso grande problema filosófico que entra no seu segundo século. A matemática fregiana nos moldando até então e simulando essas redomas de arquétipos onde o feminino não tem vez, a não ser na sua busca pelo equilíbrio, e então repete-se o melodrama. Da dedução alcançando a indução, o silogismo perfeito. Mas voltemos a digressão para exemplifica-la, na cena em que nossa heroína, busca por sua nova amiga, enquanto os dois amigos fãs de futebol a observam, e como estão apressados ao jogo, não atendem a assisti-la, mas a de se voltar a seu desejo; enfim há aqui um corte entre os dois grupos, do casal que busca desvendar o mistério ainda dedutível, e o outro grupo buscando pelo seu desejo induzido, enquanto a montagem cria esse vácuo entre os dois. Não estão no mesmo tempo, apesar de estarem em espaços similares, ou melhor, em similitudes, pois newtonianos ainda e abrindo a era de Einstein. A montagem ainda nos revela esse problema espacial, por mais narcisistas que os dois grupos se mostram, seus espaços ainda se coordenam de certa forma, formam uma torta relatividade de pontos de vistas. Algo que só será resolvido com seijun suzuki? ou pelo menos ele dará um novo nível de abstração.
Referencias
Wittgenstein como pós-moderno: O caso da filosofia da educação matemática. - Guilherme Wagner, et al.
O silogismo perfeito em Aristóteles - Thiago Oliveira.
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