Genealogia contra superficialização da técnica.
“It’s a problem a lot of even very expensive movies fall into. If you shoot the actor against a blue screen and you don’t really know what the background is going to be, how can you light the foreground to match the background? The answer is, you can’t,” Anderson says. “So people do this rather generic blue screen lighting where you can see everything, because you don’t want to lose detail. But what it means is you never really get dramatic lighting on the actor.”
In the lost lands
Paul W.S. Anderson
Isso tudo esta clarificado pelos atores principalmente, mas também pelo próprio cenário que é construído ao redor deles, exemplificado de maneira barroca na cena de emboscada, onde o personagem descreve a iluminação perfeita para se faze-la, até chegar pela edição num close onde a iluminação recorta perfeitamente seus olhos. O embate assim é travado por esses personagens principais, o que muda de forma e a bruxa, enquanto esse possui o poder da vicissitude em seu sentido mais material, mesmo que dependente da natureza sublunar, a outra hipnotiza pelo olhar, não somente o olho em si como órgão, mas o ato de olhar, mas cinematográfico que isso impossível, como a ilusão criada através do monóculo de um rifle durante a jornada pela plenitude da lua.
Enquanto o sentido social carregado aqui ser realizado principalmente pelas reviravoltas na conclusão da obra, onde uma nova metafísica esta sendo construída, ou seja, a conspiração para a derrubada de um paganismo supostamente cristão, num simulacro sem bases científicas, mas dadas de antemão, repelindo mais uma vez o sentido técnico da obra, para um melodrama de raízes clássicas, da fé nesse dualismo fundador, mesmo que o entorno se mostre cada vez mais gnóstico, e gnosticismo aqui em seu sentido mais exotérico e menos esotérico, de busca às massas pela cultura, pela manipulação midiática, o que difere do próprio desfecho já citado, da teorização, ou melhor, da genealogia dos subterfúgios ao qual o filme se fundamentará, no futuro do pretérito, pois abre e termina com closes onde o personagem capaz de mutação olha diretamente para a câmera de início, e como fim essa câmera se mostra a própria personagem da bruxa, dando uma outra dimensão para o campo/contracampo anterior, é como o grande simbolismo que carrega o livro "Metafisica" de Aristóteles, em que foi intitulado tardiamente por Andrônico de Rodes, um nome dado posteriormente aos próprios livros e manuscritos obscurecidos dos estudos do ser enquanto ser, diferente das suas exotérias cientificas já consolidadas.
Referência
Paul W.S. Anderson on Bringing George R.R. Martin’s ‘In the Lost Lands’ to Life and How to Make a Blue Screen Film That Actually Looks Good
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