Princípio da cópia
C. Prem Kumar
O extracampo que da origem a toda ação aqui se porta como preâmbulo desta atividade que mais adiante, conforme o filme avança em sua duração, passa a um campo-memória extra que acua o protagonista de certa forma e se mostra tão compassivo que adentra em todas as camadas do plano, e fazendo com que o filme vá mais para o gênero de uma comédia de costumes do que um melodrama. E comédia de costumes pelo choque de realidades sociais diferentes dentro de uma mesma nação, e de todo o movimento migrante e urbanizador que ocorre na índia, deslocando não somente a matéria-corpo, mas retirando todo o simbolismo espiritual que esse receptáculo e espaços possuem.
Portanto toda humanidade que essas personagens carregam é na verdade uma difusão e ao mesmo tempo um embate, entre o que permanece e o que se esvai. Sendo a casa, a metafisica, um termo pejorativo para se direcionar a esses seres que estão mais interessados em construir uma ponte entre isso que aparta as relações, dos espaços, que tecnologicamente são estreitados, para que a atividade espiritual se redirecione novamente para esse lugar que permanece, da memoria enquanto duração, e não como herança.
É então o tempo de suma importância aqui, e não esse espaço e matéria dilapidados, como a casa que se transforma superficialmente, ou a bicicleta que continua a mesma, pois é sabido entre eles que esse que permanece é o que extrapolou a introdução, o resumo da ópera, e esta adjunto a esses objetos, agora simbolizantes. Por isso o contar da historia e o reavivamento dessa memória que perdura é tão destrutiva a esse espaço tecnocrático que perdeu a constituição do tempo.

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