Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo, 2012.

Hideaki Anno.

"Desta forma, é assim o juízo teleológico, relacionado com o princípio de finalidade e possuindo um carácter reflexivo e regulativo, que permitirá ao ser humano chegar ao já referido para quê da natureza. Referindo o autor, na “Doutrina da faculdade de juízo teleológico”, que a teleologia não pertence à ciência da natureza nem à teologia, não pertencendo, por isso, a qualquer doutrina [Doktrin], mas apenas à crítica e à faculdade do juízo, realça, não obstante, ser na teologia que possa ser feito o uso mais importante da teleologia" - Silva

"[...] o mundo, concebido como soma de forças, seria uma interpretação perspectiva do mundo, ao lado de inúmeras outras, [...] sob esse critério fica colocada a 'infinita interpretabilidade (Ausdeutbarkeit) do mundo'. Nele deve fazer prova de si 'toda interpretação (Ausdeutung) como um sintoma de crescimento ou de declínio.'" - Muller-Lauter

A síntese que equilibra as reações nem sempre se dá num sentido almejado pelas partes. O destino é uma das grandes questões da filosofia, e aqui nesse sentido de que a intuição se da sempre como vitoriosa, a assimilação com a máquina para ficar mais claro. A filosofia, , nunca é bem-vinda nesses meios da normatização, onde a síntese é bem acolhida tanto pro maul quanto pro bem. No sentido maléfico e, pois moderno, esse maul se confunde a política enquanto o bem a loucura, assim a arte prevalece sobre a racionalidade mais ulterior. A separação das classes, camadas, e dimensões se dá nesses sentidos estético e apolítico, onde a arte sim se faz ulterior, nesse movimento de consolidação a razão ao tentar se sobrepor em poucos instantes é fagocitada pela intuição. Racionalidade que é vista sempre como doença nessa "realidade" em processos de consolidação. A fundamentação também é maul vista como sentido contraditório do consolidar, para se criar dicotomia e arranque, já que ela pode trazer esse aporte religioso a economia, a empiria perderia sentido nessa dimensão da filosofia, e aqui num processo inverso onde a ciência perde sua importância e é destituída de suas ferramentas. Uma dimensão que não é capaz de se consolidar, afinal, é um processo onde o espaço ganha mais importância em relação ao tempo, o qual é genérico em si. E por isso o pensamento somente considerado em sua forma metamorfa, em duplicidades, em motores. Quando a síntese acontece ela precisa ser abafada e controlada, esfriada, para que a guerra ganha qualidades inquantificaveis. Não sendo possível exercer essa ulterioridade sem questionamentos perante a realidade social em que se insere, caímos assim no senso comum de que a intuição é separada da racionalidade, a maquina como ela é, fábrica de naturalizações. Sendo assim a própria filosofia, ato/pensamento, criador dessas sínteses finais não poderá se comportar também ao seu algoz, como se o socialismo, a igualdade não seja também dessa forma um fator suportável, mas se e somente se a matemática da estética, como um objeto indireto, diferindo da transição da matemática estética, do simbolismo.

Referências

Teologia Moral. Claudia da Silva.

Da quantidade e qualidade da força segundo a filosofia de Nietsche. Pricilla Bruzzachera.

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