Apenas umas notas, otarios. #1


"Na tragédia, o conflito esta dentro do homem; no melodrama, ele se da entre os homens, ou entre os homens e as coisas. A tragédia tem a ver com a natureza do homem; o melodrama com seus hábitos ( e suas coisas). Um habito normalmente reflete uma parte da natureza, e aquela parte funciona como se fosse o todo. No melodrama, aceitamos a parte pelo todo, esta é a convenção da forma." - Heilman.

"a linguagem só é concebível como uma rede, uma teia sobre o conjunto das coisas, sobre a totalidade do real. Ela inscreve no plano do real esse outro plano a que chamamos aqui o plano simbólico" - Lacan.

Demorei a ver esse "2010", mas também acredito que veio na (h)ora certa. Assumir e afirmar o brega enquanto imbuído em sombras, ou como tentar ir além de um marco histórico. Na realidade anti-intelectual, promovida por Niet e sua companhia das artes, lacradas pelos que são agora proprietários da negatividade, como os po(i)s modernos irão trata-la, uma nova indústria da despolitização, nos ofertando o incomum, o inconsciente como projeto aristocrático, uma morada para-o-um novo tipo de ser.  Deleuze acerta com seu anti-Édipo, mas também alimenta dialeticamente e sinteticamente a tese, o tabu, com a própria pretensão de terminar o conceito de filosofia da historia. Politica é propagação do Melodrama. É guerra que eles querem, é só guerra que eles entendem, é guerra que eles vão ter! O Positivo continua, cabalisticamente insuperável.

Referências.

Notas sobre Sirk e o melodrama. Laura Mulvey

A função significativa da palavra: Lacan e Santo Agostinho. - Luiz Alfredo.

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