The girl and the spider, 2021.
Ramon Zucher, Silvan Zucher.
"A burocracia é uma organização que fixa as regras e normas técnicas para o desempenho de cada cargo. O ocupante de um cargo – funcionário – não faz o que deseja, mas o que a burocracia impõe que ele faça. As regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo, cujas atividades são executadas de acordo com as rotinas e procedimentos." - Chiavenato.
"sua exposição é tão simples e direta, está tão incorporada na ação exterior, que permite um conhecimento fácil dos elementos de realização técnica que, em plena medida, tem que ser aplicados da mesma maneira no trabalho a tarefas psicologicamente mais profundas e complexas." - Eisenstein.
O controle advindo das correntes de ar que perpassam estes cômodos, arquitetando os olhares, e dando ao último ser da montagem o Estado dos outros. Conhece-se a si mesmo através dessa montagem, de totalitarismo mercadológico, onde as taxas, para se passar de um bloco, tanto de comodo como de enquadramento sao altíssimas. Superlativo que corrobora com sujas entidades, que não fazem parte desse tal plano manipulado. Mesmo na sapiência de se perceber controlado, o enquadramento possui uma entrega, sempre certa, e nunca torta, de que as coias se darão tecnocraticamente, e não pela máquina da intuição, porem uma dupla dela. Resta mais ao silêncio resolver essa questão entre os supostos recitar desses ventos sibilantes, que também produzem a atmosfera musical, afinal, do som do lápis perfurando o copo de isopor, ao personagem piano, e a britadeira na rua próxima ao prédio, remetendo e auxiliando os olhares. Retomada no princípio do cinema não para reatualizá-lo, mas como permanência desse Estado, do fingir uma burocracia para, na verdade, dar aos presentes espaço para que exerçam esas suas diferenças, ou seja, para que permaneçam nunca na resolução da verdadeira diferença, sendo duplamente finalista sempre com esse intuito confiscado pela cultura. Somente a evidência consegue impor a carga dramática nesse sentido, queremos resolver tamanha consideração pela conduta desses corpos, saber de onde veem e para onde vão que seu real motivo não importa, pois a técnica se põem em dianteira. Despossuindo a ética e levando-a, a considerar agora mais a tecnologia que a permite perfeição do erro, desse equilíbrio da organização de cena, saída direto de um telecurso milenar, do que aprender com outros estados que foram colonizados. A classe media é assim multiplicada e transformada em duplos pelos cantos e recantos do globo, ou melhor: da redoma. O que vem de assalto, do extraterreno só pode ser dessa maneira a subjetividade também confiscada por essa intuição logicista, do ar que estanca sua própria potência de vertigem, e estufa aquele ambiente com poder, que genealogicamente só o um personagem pode destrinchar.
Referências
Teoria organizacional: Uma abordagem sobre a burocracia na gestão de pessoas no setor publico. Ailson Lopes et al.
Da mise en scene cinematográfica. Marcelo Muller.
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