Easter Condors, 1987.
Sammo Hung.
"A sabedoria popular do ocidente é quase que unanime no entendimento de que uma ação vale mais do que mil palavras. Entretanto, e como se sabe, a partir de um antigo pensamento taoista fundado no principio Wu-Wei, se revela uma sabedoria igualmente simples, mas que propõe, paradoxalmente, que o verdadeiro, o homem santo ensina sem palavras e age sem qualquer ação." - Santos
"O paradoxo da fé consiste, pois, em que o indivíduo é superior ao geral, de sorte que, para lembrar uma distinção dogmática hoje raramente empregada, o indivíduo determina a sua relação com o geral através de sua relação com o absoluto, e não a sua relação com o absoluto através de sua relação com o geral. Pode-se ainda formular o paradoxo afirmando que há um dever absoluto vis-à-vis de Deus, pois neste dever o indivíduo se relaciona como tal absolutamente com o absoluto." - Kierkegaard.
Politica é o extremismo das energias, quando alguma dessas se sobressai e acoberta a outra com lógicas mais concisas, se tornando aparente. Portanto, não é algo humano, primeiramente racional, mas instintivo. Pelo ambiente em que se insere, uma se sobressai em cima da outra de forma mais concisa simplesmente por ser maioria. A confusão que gera discussões e complexidades que só alienam os outros, agravando e ajudando o processo de naturalização dessa politica, nos remetendo a um evento estético, ou seja, só será inteligido exatamente aquilo que é naturalmente mais forte, enquanto as energias que ficaram retidas nesse processo serão tanto descartas se muito diferentes ao que alcançou o topo, ou se ainda lhe retarem alguma semelhança, será usada como fundamento, base de apoio por essa que é mais darwinista. A ambiguidade é assumida assim como o corriqueiro, a coticidade, um Estado que não possui governo, mas limites que o cancelam de maneira automática. O Estado são as pequenas partes que o formam, e não ele em si, o conjunto. Se são inúmeras energias que destoam e digladiam entre si, tendo a mais forte como o sentido que elas tomarão nesse processo, é nisso que a pluralidade se constituirá, negando a si própria, ou seja, a visão que temos do corpo que se move se da mais pela técnica do que a mecânica perdida, enfim, da diferença que não faz mais parte daquele jogo, por um interesse que não faz com que ela possa acompanhar o grupo vitorioso. Luta-se pela sobrevivência e não por essa constituição do todo com a igualdade. O estranho, assim, nunca se dá pelo movimento dos choques, mas por quanto o clímax, o êxtase dessa materia fraca com a forte irá conduzir os rumos da obra, enquanto a diferença foge pela culatra, pela morte e independência. Dupla independência por perder parte de si, a diferença não se faz pela repetição dessa luta desigual, onde os próprios conterrâneos são vendidos, também em duplicidades, em seus próprios devires encobertos por um única metafísica, a da mercadoria em seu Estado sublime, essa energia que escapole é assim a diferença, pois antes que esse embate aconteça, antes da dialética que avistamos, já existiu o ato de eliminação. A diferença como pureza, e única arte, ela que se iguala a mecânica, não dos slows motion da perna em alta velocidade atingindo algum rosto, desfigurando-o, ou o trazendo a luz da ciência, como o chefe comunista se revelando aos poucos com esses choques. A guerra é necessária, afinal, é a forma politica em seu estado verdadeiro, não como guerra fria, que conserva as energias, não revelando a diferença dessa forma, mas como o ato incisivo, uma espécie de parábola afim de saltos. Filme deve ser um paradoxo tal como, guardadas as proporções, os segredos, o mito do olho. O que observamos assim não é a arte, mas o nosso próprio ato de observar, como filósofos exercemos a importância, a força final que se sobressai na campanha.
Referências
A intuição estética como fundamento da significação ética das condutas humanas. Marcelo Santos.
Soren Kierkegaard: A mediação e o paradoxo do "alto de fé". Rogério de Almeida.
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