Francisca, 1981.
Manoel de Oliveira.
"Portanto, ensina-se aqui que toda realidade [...] é produzida meramente pela imaginação [...], portanto, se é provado, como deve ser provado no presente sistema, que sobre essa ação da imaginação se funda a possibilidade de nossa consciência, de nossa vida, de nosso ser para nós, isto é, de nosso ser, como eu, então ela não pode ser eliminada, a não ser que façamos abstração do eu, o que se contradiz, já que é impossível para o abstraente fazer abstração de si mesmo; por conseguinte, a imagi-nação não ilude, mas dá a verdade e a única verdade." - Fichte
"Quanto à minha afirmação que a distinção entre experiência sensível e alucinação é puramente hipotética (convencional) e que ela pertence a uma categoria criada por nós, sem conteúdo lógico que lhe seja próprio, e baseada somente sobre a oportunidade, ela só é uma banalidade. Eu a mencionei para mostrar que a livre escolha dos elementos construtivos inteligíveis, colocados livremente e impossíveis de deduzir empiricamente, não começa na ciência propriamente dita, mas ela pertence à vida intelectual de todos os dias." - Einstein.
Devir essencialmente é o movimento necromante, que acarreta em destruição pela destruição. Por mais que esses corpos tentem permanecer em pé, o progresso que esse ciclo acomete não permite que forças e sentidos sejam traçados, mas logicamente se corroborarem com sua natureza. O problema é que a economia nunca é questionada, os costumes e hábitos são esses, e não tem como ou porque mudá-los. Se a história se repete como farsa, logo, como arte, segundo o espirito pois moderno que nos domina; questionando-se deus, mas não se questiona que deus é esse, não se busca entende-lo, mas se faz uma verdadeira genealogia teológica para saber a metafísica que opera essa puta matéria, languida de tão passiva. As elipses vêm para assaltar essa passividade, se não há força sendo guiada, afinal, são os saltos intuitivos que irão aprisioná-la, fazendo com que se deteriore aos poucos seu magnetismo, se tornando outro, enfraquecendo ambos com o mutualismo. A relação de igualdade nunca se dá nesse ambiente, portanto a diferença não é cabível, apenas transcendentalmente através de alguma racionalidade, nem que seja no repetir das energias, numa igualdade extremamente efêmera, surge de forma tão repentina que some igualmente, nessa segunda tomada ela esta mais para uma afirmação destrutiva do que construtiva, por ter sido negação antes, ou melhor, pela falta de história e gênese. A economia que abre como cartelas o filme, vai construindo uma organização de cena que mais parece um ritual estritamente premeditado e sectário, com suas consequências de antemão, sendo intuitivamente postas ao bel-prazer de um todo que não se é capaz de assimilar. Por falta de cognição? Do mínimo apartado do máximo? Seria necessária a criação de um devir fora desse processo para que a liberdade aconteça, mas só será possível pelo reconhecimento do terreno, de entender a organização de cena que se da ali, fins do XIX, para que aconteça uma construção vinda diretamente da destruição em continuidade; sem influências do sonho, sem arte? Nesse movimento a economia deixa de ser um duplo da natureza para se tornar humanamente inteligente, a organização de cena demonstra esse caminho. A arte com seu papel didático e apoltico nos põem como seres ativos e políticos, no sentido ideal, claro, pois na pratica sabemos que não vale de nada em toda sua ambiguidade transvalorada em dissuasão.
Referencias
O problema da intuição intelectual enquanto postulado pratico em Fitche. Arthur Cecim.
Uma discussão epistemológica sobre a imaginação científica: a construção do conhecimento através da visão de Albert Einstein. - Ivã Gurgel et al.
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