Sethu, 1999.
Bala.
"O conceito de emergência, oriundo da teoria dos sistemas, possui aqui uma função chave. Todavia, não se trata da evocação de uma fórmula mágica. Pela emergência, torna-se compreensível o surgimento de propriedades de sistemas que são completamente novas em relação às propriedades de formas naturais primitivas." - Wandschneider
"Quem nada aprova, nada faz. Ó homem rude! Onde esta o provável? Onde o verossímil? É isso querieis. Ouvis ressoar os escudos gregos? O dardo extremamente forte, sem duvida, atingiu seu alvo. Mas com que mão arremessamos!" - Agostinho.
O corte preciso que remete diretamente ao ponto cirúrgico da medicina, no sentido aqui principalmente cético, de que a alma deixa de ser intelecto e passa a operar na dimensão da sensação somente, os sentidos que só podem ser os cinco naturais. Da transformação no âmago do ser antes que ela venha de fora, causando essa subversão em sua aura. Ceticismo em seu estatuto empírico, governado assim não mais pelos silogismos, mas somente pela matéria a qual está inserido, em dependência extrema do realismo. E como todo realismo é anti-natural, esse movimento cético se contradiz em si mesmo, pela vida em devir somente, do que não é alcançável, pelo que é estritamente escolhas subjetivas, portanto particulares, anti-particulares de reafirmações inconscientes. Talvez seja essa então a principal falha do marxismo, em não ver a propriedade privada como um problema subjetivo e não somente macroeconômico, oras do fascismo como um fenômeno, e como todo fenômeno é ceticamente, meta, antes do sujeito, a priori de seu inteligir sore o objeto, resguardando seu ser, mas já agora posterizado em entidade. Seria necessário para reaver isso, um certo tipo de niilismo, uma destruição mesmo do que se entende por realismo, a não ser que se queira, por puros desejos tecnicizados, unir essa usina ao ato, a abstração disso que já é tardado. Fazendo assim mais uma confusão entre o paradoxo e a contradição. Enquanto o primeiro é esse ato filosófico que nos põem em movimento infinito, o da rememoração, e do reencontrar desse corte, o segundo é a própria confusão em si, como o senso comum sendo esse metafenômeno a qual nunca alcançamos, destruição da razão e do sentido, somente humano. Esse ato realista e negador do cético é então o mais comum ponto a se chegar, tanto pelo poder majoritário que se cria no próprio ato, no conceito contraditoriamente falando quanto nas negações promovidas nesse ínterim, no preciso momentum das trocas de valores.
Referências
O conceito de subjetividade no sistema Hegel: A subjetividade animal, na natureza e a passagem para a alma na filosofia do espirito. - Julia Morais.
Agostinho e o ceticismo: Um estudo da critica agostiniana ao ceticismo em contra acadêmicos. Antônio Junior
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