Invaders from mars, 1986.

Tobe Hooper.

"A maior pressão da pós-modernidade é a de desestabilizar o poder do coletivo para que ele não possa interferir nas escolhas individuais. Por isso mesmo, o coletivo tende a ser desregulamentado e privatizado." - Fraga.

"Assim, o que observamos na sociedade pós-moderna, é que devido a símbolos e instituições sociais enfraquecidas (o que metapsicologicamente equivale a dizer um “Pai” e uma “Mãe” fracos, ou inexistentes), aliado a um falso Eu inflado e enfraquecido (porque a libido não se concentra no “Eu em si”, mas no “Eu que foi” ou no “Eu que gostaria de ser”), com pouca capacidade de conter o princípio do prazer, praticamente não existem mecanismos psicológicos que segurem os impulsos do Isso, o que contribui (junto a outros fatores políticos, econômicos e sociais), para que a sociedade pós-moderna apresente a marca do narcisismo, ou seja, uma sociedade impulsiva, altamente sexualizada, esvaziada de significados e com consultórios lotados de pacientes diagnosticados como casos limites." - Silva et al.

Pornografização da imagem se dá no que ela tem de mais superficial, a matéria pela matéria sem a construção de símbolos, uma imagem que rarefeita, mas também em blocos concisos sem poros por onde o ar não passa. Curioso, pois esses tijolos chamando assim, estão envoltos de ar, fazem parte de uma atmosfera, porem não permitem sua passagem por entre eles, é necessário abrir fendas e buracos para que o espirito tenham passagem. A ideia de sonho assim se faz evidente para que essa força que envolve metafísicas de alvenaria possam se manter os trilhos e controle sobre essas energias. O reacionário é assim a favor dessas construções individualistas para que o caminho dessa mão invisível percorra livremente por entre as famílias, as instituições e formações daquela cultura. A evidência é assim o único que resta aos pertencentes e particulares que habitam aquela sociedade, todos os problemas e questões são traçadas dessa mesma forma, falaciosa obviamente, pois por mais que neguem a metafísica, há algo que opera aquele sistema, como a própria estupidez que rege as análises politicas, que agora só se dão pela intuição do que é, se e somente pitagorismo sem platonismo. O raro como motor imóvel negando também as classificações da physis intelectual, nos promiscuímos em caminhos animalescos, sem a face do nihil, do que é o próprio recalque em sentido positivado, como se o outro, a diferença não pudesse existir, mas matematicamente a subjetividade. Mas um fator que insiste em separarmos do naturalismo, e o grande pesar do realismo, da matéria pela matéria, enfim, pela tela que clama pelo extraterreno sendo ele somente pura imaginação? A salvação vem então dessa dicotomia, da matéria por si, que conjura como um passe de mágica esse além-plano, sempre cartesiano assim sendo. Do que não se sabe mais ser onirismo ou onerismo, oportunismo, de uma vida exaurida pela apolítica e adialetica. De falsas amizades por um grande desacreditar das instituições, como se o positivo só servisse agora pelas curvas que essa suposta corrente de ar irá fazer entre as decaídas instituições, pois elas ainda se sustentam de alguma forma. E Supostas passagens, pois é a liberdade em nome da empiria, do estritamente cientifico, e militarizado por sinal.

Referencias

Os não lugares não existem: uma visão crítica na pós-modernidade. Marcus Fraga.

A deficiência simbólica na subjetividade pós moderna: bases para uma sociedade narcísica. André Silva et al.

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