Nanpakal Nerathu Mayakkam, 2022.

Lijo Jose Pellissery.

"Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Desviar o olhar: que seja minha única negação! Em suma, quero em algum momento por uma vez ser apenas aquele que diz-sim!" - Nietzche

“Que Nietzsche tenha se conduzido de maneira curiosa em relação a Stirner, está fora de dúvida. Mas ele não deu, quanto a isso, livre curso à sua grande expansividade habitual, não foi, com toda certeza, para dissimular uma influência qualquer sobre ele (influência que, no sentido exato do termo, não existe), mas porque sem dúvida preferia, de uma maneira geral, livrar-se, para ele próprio e por si mesmo, do efeito que Stirner tivera sobre ele. Em consequência, afirmo que Nietzsche leu Stirner. Isso pode provocar simplesmente, para adversários de seus livros, a acusação de plágio, que será a última ideia que terão aqueles que o conheceram pessoalmente”. - Overbeck

O trabalho se torna um fardo quando é mecânico e de eterno retorno da in-diferença. Se conseguimos combater sobre a superfície, se e somente se sobre ela, os fenômenos se tornam a chave para abertura de novos espaços-tempo quanto selamento para outra novidade, afinal, o novo nem sempre é revolucionário, mas se e somente se, novamente, uma afirmação reformística do que já é, o eterno retorno do mesmo. Nesse "sentido" (aspas, pois não acredito na inércia como um sentido, mas uma falta de, embora simulações possam ocorrer como o silogismo que abre esse texto) é um filme que nunca acontece. Estamos sempre na iminência de entendê-lo, o que nunca ocorre, a não ser pela repetição, do ritual na rotina. Os animais são assim uma dessas chaves para o imutável, a matéria em suas infinitas formas, nos carregam para essa dimensão no aqui e agora. O corpo que irá flutuar nessa nova logica, constrói um trilho próprio a si, e não condiz mais com o mesmo de um devir anterior pelo nódulo criado no momento da repetição nessa outra vida. Outra não como somente antepassada, em pleonasmo, mas como fundamento dessa outra pôs passada, na devida piada, se me permitem. É assim a gravidade da memória que irá conduzir esse corpo para o mesmo ponto de retorno, do espaço-tempo que o permite ser de forma menos ambígua, em equlibrium, no movimento que não se interessa por potências, enquanto o animal-intuição o persegue, mesmo que seja apenas uma simulação em computação gráfica. O que irá se entender pelo amor a sabedoria, como uma espiral que ascende dessa superfície, ou mais especificamente técnico, do ponto nodal onde as energias começam a pagar um certo pedágio para passarem, continuarem o ciclo. Nesse momento temos essa escapulida do sentido para outra direção. É, na verdade, na doença que se cria a diferença, e não somente na repetição, a qual poderá se dar em saúde. O que o diretor, ou a arte em si de forma geral não apanha, é o pessimismo, essa vontade e repetição reconhecida, e não apenas afirmada, onde se mudam dicotomias, se aprendem novas logicas e intuições, e ainda conservação-memoria, fundações revolucionarias linguisticamente falando em pleonasmos e sociabilidade, da política frenando no momento desse pedágio, antes que possa a energia tomar outro rumo e se tornar força.

Referencias

O eterno retorno do mesmo, "a concepção básica de Zaratustra". Scarlett Marton.

Nietzche e Stirner: Aproximações acerca do conceito de liberdade para educação. Leonardo Garin.

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