Dois curtas e um episodio de serie.

A positividade que planeia a nossa percepção nos ludibriando tanto o quanto nos coloca em maquinações adialéticas com o outro. infinita negação cética hegeliana nos demonstra o quão infalível é o devir, e como ele se auto conclui, afirmando a si próprio e nos retornando ao ato, a primeira coisa. Se o retorno a caverna é assim para a partilha material de forças, a casa é lugar de se conservar o maul, sendo o arquivo as bases de nossa linguagem, revolvendo-nos com uma camada, uma bolsa amniótica de valores, extremamente frágil a romper no mais simples dos atos.

"Questionamentos sobre a razoabilidade aparecem com certa frequência na Matemática. Muitas vezes, como no caso do estudo das Geometrias Não-Euclidianas, aconteceu de a Matemática antecipar-se estudando um objeto que, num primeiro momento, não parecia ter aplicação prática nem sentido epistemológico, dando margem a questionamentos dessa natureza. Assim, estudar uma Geometria Plana, que tem como cenário uma superfície com curvatura, contrariando a visão kantiana de o espaço físico ser euclidiano, pôde parecer um tanto insensato de início, mas revelou-se inspirador e real com o desenvolvimento da Física Moderna." - Martinez.

"<Não se pode sustentar em absoluto> que todos os corpos tenham peso, pois o ar e o fogo são sem peso. Embora estes tendam de alguma maneira para o centro da esfera cósmica, permanecem contudo perto da periferia, constituindo a sua parte essencial, já que, pelo facto de serem desprovidos de peso, tendem naturalmente a ir para cima. De modo semelhante, também o cosmo não tem peso, uma vez que é formado na sua totalidade por elementos pesados e por elementos leves." - Zenão.


The Heisters, 1965.

Tobe Hooper.

Maquinas que engendram o corte, da magia para a técnica, do que não esta para o que esta. Não é a sensação que se põem anterior a matemática das ações, mas é na catarse que isso se demonstra. Enquanto uns produzem algo, outros apenas consomem. Essa relação que se dá pelo diálogo, enquanto uma terceira força desfruta de outras energias. A base do cinema é assim, o apocalipse, do retorno a caverna depois do roubo, ou do jogo politico, anti-platônico. Algo que nunca foi, mas sim, imaginado pode somente existir através do poder da arte, dessa ferramenta falada anteriormente(se não, equisitir). A transição, a conversação, entre esses dois protagonistas é assim histriônica, e sobra ao terceiro um maior intelecto, mesmo a experimentação da máquina que os cria ser a mesma em truques: Hipérbole esta dada.


The Damned thing, 2006.

Durante essa passagem de uma dimensão a outra, um campo a outro existe esse canal, que muitos filósofos chamam de vazio, onde o ar perpassa e alimenta os blocos, os planos. A matéria contem poros por onde esse ar adentra e da vida ao objeto. Sonhos vazio que podem ser preenchidos assim pelo golem ao qual criou. A ferramenta agora mais protege a casa, a metafísica, do que a constrói, e se antes se retornava a caverna, para a partilha dos Bens, agora não mais, a cidade já foi fundada e fundamentada, é chegada a hora da colheita. É sempre possível o rebuliço que esse ar cause, ao obstruir canais, impedido que novos ares circulem. A possível queimação desses óleos que também acabam obstruindo os entremeios do plano, quando como a elipse faiscada pela voz em off, do sopro de vida, do ar quente estoico, de uma tentativa de reparação do devir original, do oriente que já não da mais pé, mas a fundamentação do ocidente, alargando-o. Não são as brechas o problema a ser preenchido-resolvido, como uma operação tapa buraco, mas perceber que esse corredor, os vários planos do carro na estrada que lembram as suspensões em Kyoshi, demostrarão esse caminho como tentáculos vivos, que servem mais para agarrar os objetos para que a entelechia trabalhe e o transforme em ferramenta venusiana, do que um lugar Realmente vazio.


Teratoma, 2023.

Bruno Lisboa.

A infinibilidade de planos supostamente trará de retorno algo que se repete, uma imagem, um rosto que seja, ao qual nos agarramos e nos familiarizamos, para o bem que é esse próprio retorno, quanto para o mal, que o desgasta dessa face, por exemplo, que mesmo familiar nunca é a mesma, pois esse vazio congestionado, a contradição, nunca a põem como imutabilidade. Como a parábola em que seu zênite demonstra a força da superfície, disso que passa ligeiramente, desapercebido, mas que ao percorrer da projeção somos jogados ao abismo, a esse sopro que antes se mostrava vida, agora é morte em gerúndio, alivio místico de retorno a realidade. A inversão que a negatividade é capaz, de prefixos que não permitem sufixos, já que a afirmação é sempre primeira.

Referencias

Teorias cosmológicas no estoicismo antigo. Gabriela Baião.

Fundamentos de geometria hiperbólica. Carlos Martinez.

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