Viva erotica, 1996

Lo Chi-leung, Derek Yee Tung-Sing.

"aprendemos a adaptar-nos à imperfeição de todas as coisas e condições, e enfrentarmos os acidentes, a fim de evitá-los ou suportá-los" - Shopenhauer.

"A objetalidade refere-se a uma experiência da identificação que não se confundiria com a descrição psicológica da imitação. Não há, de fato, nessa concepção, a possibilidade de um objeto empírico ―estável, que venha a ser imitado. Nas identificações, a ênfase recairia muito mais sobre a relação entre um sujeito e os objetos, do que nos termos em si, de forma isolada. Assim, o sujeito criaria seu objeto, da mesma forma que o objeto criaria o sujeito através de sucessivas relações." - Coelho.

A quem interessa a dialética? Se não for definida aristotelicamente, ela será endereçada aos mais poderosos do jogo, e quando classificada e dada ao sentido pode ser enrijecer no senso comum. Movimento contraditório, pois o que é comum está em constante mudança, é ulteriormente imóvel nesse seu sentido mutável. A dialética, então, seria, no sentido anti heraclitiano, a síntese entre forças que destoam, forçando-as se complementar. Esse equilíbrio pode ser tanto prejudicial a quem permanece nesse meio, e é atropelado pelo progresso quanto quem se aparta da realidade agora criada pelo triangulo. A complicação gerada nesse ser que afasta desse movimento o reforça por questões de nomenclatura e classificação também. Oras o que não é, nomeia o que é, e vício-versus. O habito consolidará esse movimento, ampliando assim a triangulação, rompendo-as em quadrantes, agora metafisica; não temos mais relações, mas conjunto de valores. É sistêmico e sintomático que as relações que outrora se calcavam em poder entre dois subjugando um passe a ser um equilíbrio entre quatro seres. Percebe-se assim a construção de um triangulo duplo ao traçarmos os opostos de cada aresta, o inferior direito com o superior esquerdo, por exemplo, formamos uma diagonal que constrói dois triângulos contidos pelo quadrado, até que com o espírito-do-tempo essas arestas vão sendo lapidadas vagarosamente para que se tornem devir, da lógica do criar sentido passando pelo logos da gestação, e por fim a ontologia de uma capsula de poder, um sujeito-objeto. Quando a miríade de forças o julga dessa forma te lançando ao canto e lhe forçando a um movimento, cria-se assim um retorno a deslocamentos que simulem a triangulação por uma vontade conflagradora, ou seja, de se reinventar. O que lhe trouxe até ali não pode mais ser o que lhe transformará nessa nova forma de comunhão, de fugir de uma região desigual e ir para outra também desigual, mas com mais oportunidades de se desenvolver a superfície dessa redoma. A estética é assim o que irá se tornar o carro chefe desse movimento.

Referencias

Pessimismo e eudemonologia: Shopenhauer entre pessimismo metafisico e pessimismo pragmático. Vilmar Debona.

Desejo, consumismo e Subjetivação. Naiara Silva et al.

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