Kadaisi Vivasayi, 2021.
M. Manikandan.
"O sistema de governo era sem dúvida complexo e provavelmente socialista, embora as esculturas não ofereçam nenhuma certeza a esse respeito. […] Embora a cultura fosse em grande parte urbana, havia uma agricultura limitada e uma pecuária bem desenvolvida. A mineração e uma atividade industrial limitada também eram praticadas." - Lovecraft.
“para qualquer transformação ocorrendo em um sistema isolado, a entropia do estado final nunca pode ser menor do que a entropia do estado inicial”. - Huang.
A razão quando esquecida é levada a última força do sujeito enquanto sua potência ainda se faz potente, redundante-mesmo. Slow cinema é inventado aqui? É a imanência, não somente tecnicista de um mero truque, da desaceleração do tempo na edição, mas da constituição da imagem como reflexo direto da matéria, sua representação em estado identitário. A representação é um tema caro ao pensador, que ao se deparar com o objeto logo o faz como seu adereço, adornando tanto a si quanto o corpo que observa. Nessa conversa com seu deus e ao alinhá-lo com o deus maior criado pelo Outrem, é necessário o julgamento final que se revela uma pequena resultante dessas duas energias. Essa separação do joio e do trigo, precisará dar continuidade, com o ceifar do que é proposto por esse Deus maior junto a esse demiurgo, a minoridade, a verdadeira identidade. A espera é assim importante, por isso a noção de cinema como lentidão, de segurar ao máximo a catarse, para que a quebra de expectativa se resolva de forma errônea. O acerto é de contas com a maioridade e nunca com o que esta ao redor, apesar de a estrutura nunca ser questionada, mas uma aceitação em revertério. Em reverso, pois, quando é aceita, a força maior e o reconhecimento de que não se pode combatê-la, mas moldá-la a si, a sua forma, isso se da com uma passividade e não com uma afirmação; aceitar nunca é positivar, mas abrir-se ao inevitável. O patriarcado é esse movimento de se construir uma forma de se captar esse Inevitável que esta a nos rodear, sendo macroscopicamente refletido nas relações como um todo. Não quero adentrar aqui em assuntos morais, apesar de serem de suma importância, mas que dariam um rumo e outra extensão a análise, a qual sempre é o atentar-se a um ponto culminante entre a fúria de se julgar e erguer essa antena para-deuses e a parcimônia de fisgar toda a sorte de tranqueiras. Nisso o semblante do último fazendeiro que reúne visões de mundos que estão tao próximo dele, assimilado naturalmente pela intuição, quanto mimeses e mutações que não se sabe de onde veem. Nesse transe produzido com o objeto próximo nos conduz a esse espaço sem tempo onde o que se passa não é realmente a deterioração, mas uma linha, fios e tramas que como um novelo vão produzindo nós, e desfechos para outros nós. Contudo, é essa conexão entre o menor e o maior que nos conduz a perda da imagem e que faz do som seu anteparo, onde pode-se construir tanto jardins extremamente simbólicos, quanto campos de agricultura para reencontra-se com essa imagem expulsa e evocada pelo som. é nisso que faz de um simples movimento de edição como o campo contracampo algo explosivo, de uma imagem conectiva entre dimensões escalonadas, quanto a repulsão dessa imagem pelo som, que a faz ir e vir nesses planos. É tanto um retorno aos primórdios, quanto um ensaio para construção de uma nova era, na surdina da propagação no não-tempo.
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