Evangelion: 1.0 you are (not) alone.

Hideaki Anno.

"Em cada um destes casos existe uma totalidade (de todas as coisas exprimíveis, descritíveis, etc.) e uma operação apropriada que gera um objeto que está ao mesmo tempo dentro e fora desta totalidade. Chamarei estas situações de Clausura e Transcendência, respectivamente." Priest.

"[...] uma frase tal como “Ou é dia ou é noite” <é chamada de> axíōma disjuntivo pelos filósofos mais novos e prótasis hipotética descontínua pelos antigos. A prótasis descontínua pode ser igual a tal frase: ‘Se não é dia, é noite’, a qual, quando dita na forma de condicional, é chamada de condicional pelos quantos que somente dão atenção aos sons, mas de disjunção pelos quantos que dão atenção à natureza das coisas. Do mesmo modo a forma de tal qualidade do dito “Se não é noite, é dia” é um axíōma disjuntivo pela própria natureza das coisas, mas tem a forma de condicional segundo o que é dito." - Galeno

O processo edipiano não se pergunta quem é o pai, mas busca vingar-se dele de alguma forma, nem que seja fantasmagoricamente, na criação dum exosqueleto. O universo que se confunde entre filmes, series de TV e curtas, não faz mais do que uma firula, uma jogada lógica com a linguagem. O fio narrativo não existe, a não ser a consequência de estarmos com os mesmos personagens, o fan service dito na cara ao final dos créditos. Além disso, estamos no mesmo terreno, por mais frenético que a narrativa seja, é apreensível os símbolos aqui, um novo testamento sendo escrito, uma cidade de espectros sendo assolada por espíritos, precisam se defender deles. Ninguém nunca assume o fascismo abertamente, mas por conjecturas entre consciências múltiplas fundadas num único inconsciente, afinal ele, este ultimo, não é coletivo, pois se fosse daria a entender junto a velha psicanálise o também inconsciente individual pronto a ser medicalizado e tratado. Mas isso que nos conecta como humanos e nos põem ombro a ombro, nos força a simpatia e amizades, lugar onde a lua se exalta, o logos massificador da intuição. A falta de alternativas, faz com que a luta pela sobrevivência suprima os seres, produções masculinizadas, a arte a-final. Se esses anjos malignos dado pelos nossos pontos de vistas chegam escalonadamente, como o progresso dos nossos protagonistas diante dessa realdade onde a criança já é militarizada pelas cinco forças, mas sempre guiada pela imagem-representativa construída principalmente pelo sentido da visão. Visão não é olhar, mas ser guiada estritamente pela vista e atraído pelos objetos da cultura que o circunda. Pr isso o pai nunca é somente a biologia direta, geneticamente falando, mas também fenotipicamente nas volúpias desse fascismo que não é assimilado e assumido, afinal ainda existe uma sociedade ali, com classes em disputas que não é de interesse algum do diretor, mas afeito as questões do drama psicológico, e de como as ferramentas se extensionam em vicissitudes. Os anjos são também ferramentas que elevarão os protagonistas a outro patamar, não importa as desavenças na escola, mas a superação de si mesmo diante da ameaça que asso-la a humanidade no todo, e que pode estremecer a intuição com novas logicas e razoes automatas de outras biologias, todasvias não é o que querem os caçadores de gnose em seu estado de excessao extensivos ao receber a chuva de outros humores. Portanto, essa clausura que te transcende imageticamente, não quer dizer uma antimaterialidade, mas como o vazio assume essa logica capaz tanto de te prender, como de dar contornos através da técnica que ela resguarda, da cidade que se eleva a certa hora do dia, e colabora muito bem com a vitória dos nossos heróis; como disse a desavença na escola já não interessa tanto, porem como conseguiremos escapulir desse édipo hiperquimerico. A luta é assim da lógica contida na intuição, propagada pelo subconsciente, contra a multiplicidades de consciências espectrais sendo ceifada por espíritos.

Referencias

Precária ontologia: a subjetividade entre Psicanálise e dialética. Pedro Laureano et al.

Taxonomia dos axíōmata da lógica proposicional estoica. Aldo Dinucci.

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