Bariera, 1966.

Jerzy Skolimowski

"A consciência de si mesmo é, pois, simplesmente uma função da matéria organizada – e, em grau mais adiantado, essa função se volta contra seu próprio portador, converte-se em tendência a aprofundar e a explicar o fenômeno que provocou: uma tendência cheia às vezes de promessas e de desesperação, da vida a conhecer-se a si mesma – investigação vã até o último extremo, uma vez que a natureza não possa se resolver na consciência, nem a vida possa surpreender a última palavra de si mesma." - Mann

"[...] não raro e não apenas nos cursos elementares e introdutórios de física, a 'força' é interpretada à maneira animista ou peripatética tradicional, como uma 'tendência’ ou um ‘esforço para'" - Jammer.

É através dessa apadrinhação de energias que constroem redomas e assumem o controle do sujeito, através das camadas/burocracias que exigem passes para haver a transição de uma dimensão a outra. Esses portões, onde canalizam e acumulam energias que se dão em linhas de força fazem com que o sentido tome outros dessabores, descubra outras sensações. Com esse filme temos assim um bom exemplo do porquê espirito ser correlacionado ao ar, e não ao fogo, que pelo comum, onde se dão esse aglomerado de energias a intuição aflorará com obviedades factuais, mas são a matéria de que são feitas as bordas e superfícies desses túneis que condizem a qualidade do atrito que carregará e induzirá essas energias. Quando a linha assim formada pelo conjunto das luas, Aldebaran começa a surgir como representação desses grupo. A reunião que se da em rituais e formação de hábitos revolve-os com Espadas que desbravarão o novo continente em que adentrarão, portanto, não são os indivíduos em si que forjam suas identidades, mas toda essa estrutura que o molda, mesmo suas ferramentas, por mais próximas ao supernatural da biologia que sejam não o põem em contato direto com essa organização que o cria. As matérias que constituem essa espada, por exemplo, é construída por inúmeros elementos que ao combinar formas, esse objeto é nomeado e classificado, afinal não é qualquer espada, é um tipo de, com seu formato peculiar. É nessa qualidade atomística que esta a identidade, na constituição do in-numero, na in-diferença. Então é preciso adentrar, construir um novo sistema que simule esse em que ele foi criado, para que por fim, essa espada-ferramenta se torne dupla, uma mera imagem-espiritual da sua correlata. Nesse movimento se forma uma resultante que poderá tangenciar essas duas linhas de força. Mesmo que a imagem-espada seja perfeita como a espada em si em toda sua intuição supernatural, forjada pelos satélites, é agora pela síntese da força resultante que ela assumirá sua verdadeira identidade, sem fatos. Não que eu queira cientificar ao máximo a nossa subjetividade, não acredito que a ciência tomará nunca o espaço da religião, a não ser que se disfarce sumamente dela. Porem é através da consciência, que é sempre vacilante e negativada, a própria simulação da intuição como vimos, que nos trará esse "meio-termo". Aspas, pois não é exatamente um ponto em equilíbrio mais uma consciência mais sujeitada a pneuma, ao fantasma que poderá agora descansar numa nova matéria, gerado pela coisa em si biliosa de encontro com a imagem sempre simulada-barroca e fleumática. Assim, após ser embutido no sanguíneo-alveloa, esse novo ser através da melancolia/memoria criará outras sensações para que então outras camadas com outras dimensões exteriores possam ser produzidas nesse interior. A sorte da subjetividade que consagrará o historicismo, se rebelando contra a história mais progressista nos justifica esse adentrar na diferença, não é que o atomismo pois moderno seja o problema, mas a sua não consciência do recalque que cria e de criaçao de imagens que não passam de dissimulação ao invés de simulação e canais de simulacro para que o fantasme se engaje em corpos Realmente diferenciados.


Referencias

Antinomias pós-modernas sobre a natureza. - José Froehlich et al.

Conceitos de Força Manifestos nas Falas de Professores de Física - Milene Martins et al.


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