The bride of Frankenstein, 1935.

James Whale.

"[...] a moral é um conjunto de coisas a que um indivíduo se obriga ou que proíbe a si mesmo, não para aumentar a sua felicidade ou o seu bem-estar, o que não passaria de egoísmo, mas para levar em conta os interesses ou os direitos do outro, para não ser um malvado, para permanecer fiel a uma certa ideia de humanidade e de si." - Comte-Sponville.

"Por este termo, entende-se Em geral qualquer resposta à pergunta: o quê? P. ex., nas expressões: "Quem foi Sócrates? Um filósofo", "O que é o açúcar? Uma coisa branca e doce", "O que é o homem? Um animal racional", as palavras "um filósofo", "uma coisa branca e doce", "um animal racional" exprimem a Essência das coisas a que se faz referência nas respectivas perguntas. Algumas dessas respostas limitam-se a indicar uma qualidade do objeto (p. ex., a de ser branco e doce), ou um caráter (como o de ser filósofo) que o objeto também poderia não ter. Outras, como p. ex. a que afirma que o homem é um animal racional, parecem indicar algo a mais, um caráter que qualquer coisa chamada "homem" não pode não possuir e que, por isso, é um caráter necessário do objeto definido. Nesse último caso, a resposta à pergunta o quê? Não enunciou simplesmente a Essência da coisa, mas sua Essência necessária ou sua substância, e pode ser assumida como sua definição." Abbgnano.

Moral & Essência como ferramentas para enfrentamento contra a psicanálise e suas propostas da filosofia na linguagem. A sofística que se renova e remonta o que dizem ser paradoxos nos discursos ao abrir fendas para o inconsciente em seus mantras lógicos, construídos em silogismos imperfeitos. Uma anticategoria, antikantismo para se buscar a própria finalidade como ponta solta e infinita, gerando uma contradição com a tradição filosófica. O estudo da moral vem assim a fim de traçar o melhor uso possível das ferramentas, do que faz mal, e consequente maus, e a transmutação para o bem, o que a princípio parece ser um movimento utilitarista, mas que com o uso da essência se mostra mais espirituoso. A essência como o Um imóvel e imutável parmenediano, sim, há algo que permanece o mesmo, mas por conta da estética (e estética é sempre zeitgeist), ele nunca desponta, por ser duplamente feminino, sumido, negativado. Quando o filosofo adentra na mansão do cientista e lhe faz a proposta de criar uma molier, depois de muita relutância, os dois fecham o acordo, e descobrem progressivamente o fundamento epistolar e parabólico da sentença, categórica, a qual o desprezado não é por conta de uma culpa que permanece no meio do caminho entre o arquétipo forjador, e a criatura, porem a força que evade dele mesmo, de sua essência, que por si não é apenas um discurso aos borbotoes neoacadêmicos, mas uma narrativa de uma nova espécie de ser, o tao(l) silogismo perfeito e a sua inexistência. Os anjos que nascem disso, e que com a alquimia de Aquino e sua mutabilidade de um hermafrodita que percebe esse entreato da culpa, do vampirismo aristocrático, categórico e imortal, com a imperfeição humana se casando, nos dando a síntese que é a razão de ser do que uns maus historiadores chamam de idade das trevas. Se em o nome da rosa, Eco, nos diz que algo está perdido e não pode ser rememorado, não quer dizer que se acabou por completo, mas que não foi forjado, não possui uma forma, com f minusculo, e empiricamente poderá ser falseado pelo mercantilismo, embora permaneça traçado na memória-alma de alguns, a qual caberá ao espirito messiânico trazer de volta aos homens. Com certeza pela pureza do machismo onde se faz a mutabilidade e consolida a cultura do extropo como nos mostrou o casal straub-hullet, em sua inexistente estética marxista re-citando Luckacs. Esse masculino é a própria contradição bismarckiana, que como um alfaiate costura a cultura germânica e une os puteros numa única empresa, num movimento de mestre burgues. Obviamente o empirismo e a forçação dessa união entre o masculino e o feminino, o cientista e o filósofo, não pode ser nada mais do que desastrosa e trágica, pelo discurso que será formado nessa guera e suas explosões, mas também pela história que será contada e marcada na alma de seus espectadores, com intuito de ciclicamente os abocanharem em conjunto. Entao é essa imensa melancolia que forjará seus herdeiros, diferentemente como entendem os materialistas e empíricos, nao sao traumas que constituem e desenvolvem o sujeito, embora os fantasmas perdurem em sua vida, mas também e sempre uma maldade ulterior que permanece assombrando gerações, e foi esquecida em alguma curva de intricado destino. O mostro por fim decide por se matar junto a esposa e o criador filosofo-tomista, expulsando e salvando seu pai, se encerrando num desejo masoquista e maçônico-mais-do-mesmo, do comum e sua dialética que não alcança esse duplo negativo, que a película tentou fisgar de forma redentora o qual o digital vem positivando numa terceira via.


Referencias

Ética e moral na Contemporaneidade. - Dejalma Cremonese.

A doutrina da essência X existência na metafisica. - Diego Marques.

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