Awaara, 1951.
Raj Kapoor.
"O termo processão significa o modo como as coisas derivam do uno. Alguns estudiosos chamam de emanatismo ou criacionismo. Mesmo assim, parece-nos menos problemático utilizar o termo processão em vez de emanação ou criação. A emanação implica a perda progressiva daquilo do qual as coisas são emanadas. ora, em Plotino, o uno não se despontencializa, quando "gera" as outras hipóstases. Quanto ao criacionismo, o termo também é problemático, porque aproxima demais a processão do Uno com a ideia da criação ex nihilo do pensamento cristão. o termo processão, portanto, encontra um meio termo entre o polo da emanação e o da criação." - Nogueira.
"[...] o Positivismo Jurídico é uma concepção do direito que nasce quando “direito positivo” e “direito natural” não mais são considerados direito no mesmo sentido, mas o direito positivo passa a ser considerado como direito em si próprio. Por obra do Positivismo Jurídico ocorre a redução de todo direito a direito positivo, e o direito natural é excluído da categoria de direito: o direito positivo é direito, direito natural não é direito." - Bobbio.
A inversão que ocorre na síntese nos seus princípios que falseiam tanto a tese quanto a antítese, de onde se origina, carregam depois uma nova perspectiva que transforma o esquema e a lógica das equações. Oras se essa dualidade que gerou esse terceiro termo, que em teoria, ou a própria teoria, é uma mistura perfeita de seus antecessores. O caminho da arte se faz aí, nesse ponto de equilíbrio, fictício e sem possibilidades para alocar uma genealogia que saia do subjetivo, e nos de fatos capazes de mudar o rumo da humanidade, todasvias o conformismo do progresso. O personagem principal que quer tornar-se juiz não questiona o seu redor, apenas vive a realidade, que já é uma síntese, algo filiado a outras duas forças. O que quero dizer com isso, é a espiritualidade acometida por essas propulsões que a primeira vista parecem ser materiais. Oras, mais uma vez, se é uma síntese de forças já deixa de ser material. Como uma sociedade desigual pode ser material, senão espiritualista de alguma modo? e preciso definir agora espiritualista: como imitação de outra coisa, da moeda de troca que da poder e imita a potência, por exemplo. O todo então que governas essas ações de procriação de filhos-sínteses, de organizações, de matérias que vem como potencias genealógicas de um ato espiritual, da galinha que vem antes do ovo resolvendo os primeiros problemas lógicos. Mesmo que o filme esteja em disputa entre forças antagônicas, castas diferentes, ele sempre tem o positivo em maior número, o individuo precisa se dobrar a ele, as instituições de uma Índia já sitiada e colonizada, onde a espiritualidade não pode ser mais ato, mas potencia e consequentemente poder. A nova vida dupla traçada, a cidade adjunta a justiça, nos da agora a esquizofrenia, só mais um nome e uma confusão para as dicotomias que nos movem. e se não é essa dicotomia o próprio ato dito antes? Se resolvermos assim tratar o ato, então partimos para um outro caminho, o do socialismo como o presente, como sempre sendo a questão social do ser, portanto ontológica. É o comum se fazendo também como espirito; mas que não posso deixar assim, preciso agora trazer isso ao plano crítico, ou seja, estamos diante de uma contradição que nos põem em um ato conservativo, pois se é comum não produz diferença, e sendo assim é indiferente, como uma massa de manobra uniforme não poderá ser espirito, portanto definimos o que esse tal espirito. Seria necessário assim uma nova constelação, nova galáxia inteira, com outras regras físicas para poder destituir essa imitação de espirito. O vagabundo globalizado que é muito bem-visto e produz milagres necromânticos, de ressuscitar seu amor de infância e alcançar a justiça num meio fadado ao esteticismo casto, precisaria nesse sentido se tornar um outro tipo de estrela, ou seja, alcançar um transe, que o ponha pelo menos numa outra constelação vizinha. Uma mansão lunar em seu subjetivo destruindo a constelação vigente e engessada. Novas relações estão dadas, o pai se arrepende, e o filho em breve se tornará o novo pai por uma força hiperparabolica, não teve a gana de fugir de sua casta ao contemplar a massa, mas de engolir o pai no movimento que era antes voltado a estrela maior e fogosa da espiritualidade tendo como principio a dedução, o ato antes da potência, Deus intransponível afinal? Aristóteles acaba consolidando a síntese platônica de semi-deus, ao tratar a estética como um problema logico, e não como o próprio mestre fez, de tratar a arte como um problema diretamente espiritual, e não meramente material, de condições de uso da potência.
Referencias
O homem e as virtudes: a ideia de assemelhaçao com o divino em Plotino. Tadeu Nascimento
A essência do positivismo jurídico. André Staack.
Comentários
Postar um comentário