Monkey business, 1931.

Norman Z. McLeod

"Mas, e o gráviton? Seria também um problema empírico sério para o modelo padrão? Bem, aí o problema parece ser mais conceitual do que empírico porque nesse caso a teoria não consegue incluir a gravidade, quer dizer, a força gravitacional, uma das quatro forças fundamentais da Natureza, ainda não está integrada à teoria quântica. É bem verdade que o gráviton até hoje não foi detectado, mas o problema parece não ser apenas empírico." - Moreira.

"A imagem é fugaz e superficial. Converte-nos em espectadores passivos, e o mundo se torna um grande teatro, onde se revelam desde intimidades picantes das celebridades até esqueletos de crianças em Ruanda. A informação audiovisual nos faz ver a história como ficção, por distanciá-la das causas e dos contextos. Embora bem informados, ficamos completamente desconectados da realidade." - Llosa.

É um movimento mais fácil e cômodo esse de progressismo e continuidade do misticismo, ou do que o senso comum acredita ser realidade, e nessa insistência de separação entre os mundos. O dinheiro como mercadoria máxima, que promove a tão almejada “liberdade” que contem a covardia em seu sentido primevo, o de imiscuir a matéria com a substância caótica mais a religiosidade cientifica, somente possível com o choque de outra matéria, dos sentidos físicos no caso. Portanto, essas energias que vão e vem pelo quadro, são rarefeitas, principalmente pelo modernismo consolidando a técnica industrializada, o futurismo que mais a frente com Deleuze se firmará como aceleracionismo, já estava consolidando seu germe, inclusive para as sketches televisivas. Blocos de cenas que aparentam conversação entre si, mas que estão ali como unidade atômica. A narrativa e o discurso é: baderna e malandrismo, afinal é o único jeito de se aproveitar uma viagem, sendo clandestino. E o que resta como logica senão o malabarismo entre esses blocos encenados pela caosmose? Os dispositivos que evocam as as piadas e os chistes estão contidos nesse extracampo, do corpo em posição perfeita, forçando um ponto de vista imóvel da câmera. Ela ainda é esse aparato a serviço dos dispositivos cômicos, promovido pelas situações de classes, malandros artistas, contra burgueses curtindo suas viagens. A mediocridade está consolidada na representação assim, desse enfrentamento entre apenas sujeitos que simulam ontologias que beiram e permanecem na superfície caricata. É dada a definição de documentário, a serviço do jornalismo somático e não mais suprasumido em seu cético construtivismo. A arte só pode ser então reacionaria e nunca revolucionaria? De se esconder na reforma e no progressismo barato e caótico, da metafísica dentro da metafísica, jogando as Formas ao ulterior ao passo que as utiliza irrestritamente e sem responsabilidade ética.escondendo da verdade e do seu compromisso, levando o marxismo as matizes horizontais do plano fílmico-cartesiano. Oras a cartografia já esta desenhada e delineada, basta agora a filosofia se voltar de novo para a cura, voltar de novo a medicina e a sofística poética de quem não é capaz de resolver os problemas da humanidade, mas reafirma-la como maul estar. Esse elefante na sala que incomoda e interrompe o fluxo, revertendo-o em refluxos acaba sendo utilizado como pedra de toque, numa nova forma empírica de totem. O neoliberalismo que se renova depois de pandemias, desse peso no plano formando um vale e com novas parábolas para toda sorte de transfobias e vidas duplas, mesmo que no meio do graviton, de uma grande obra que muda os rumos dos chistes e que cai nas graças de uma nova sociedade orientalista, novos fetiches, enfim, tudo o que já é mais sabido e nunca inteligido. Sendo assim o racionalismo romanesco que surge como confins dessas revoluções industriais é positivo em seu cerne, e destitui contraditoriamente a esperança de suas lógicas axiomáticas. Jogando o peso das resoluções do humano somente ao que é equilibrado, da dialética que só pode ser terciaria, o masculino-feminino, e nunca o masculino-masculino, pois extrapola com forças em chistes, ou feminino-feminino, que não desponta, mas que da a fôrma, a piada. Esse dualismo nunca é num único corpo, mas ressoado em vários, do ser social sem solidão, que precisa estritamente desse outro para se construir positivamente algo, nem que sejam novas formas de vampirismo. Arte é horror e não-terror, positiva aprioristicamente, e duplamente negativa nas posterioridades.


Referencias.

A física dos quarks e a epistemologia - Marco Moreira.

Representação e distância na política contemporânea - Henrique de Castro.

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