Jallikattu, 2019.
Lijo Jose Pellissery.
"O Estado emancipa-se da religião à sua maneira, segundo o modo que corresponde à sua própria natureza [política-jurídica], libertando-se da religião de Estado; quer dizer, ao não reconhecer [legalmente] como Estado nenhuma religião e ao afirmar-se pura e simplesmente como Estado [laico]. [...] Desta maneira, o Estado pode emancipar-se da religião, embora a imensa maioria[da sua população] continue a ser religiosa. E a imensa maioria não deixa de ser religiosa pelo fato de o ser na intimidade[na vida privada" - Marx.
"Definição 1: A quantidade de matéria é a medida da mesma, oriunda conjuntamente da sua densidade e grandeza.
O ar duplamente mais denso, num duplo espaço, é quádruplo.... É essa quantidade que tomo muitas vezes a seguir sob o nome de corpo ou massa. Conhecemo-la pelo peso de qualquer corpo, pois esta é proporcional ao peso." - Newton.
O absurdo, que se assemelha ao racional, utilizando-se da lógica para imitar o juízo. O dinheiro que perfaz as relações e transforma essa logica dita anteriormente em mercadoria, o caos não é bem assim o caos também, mas uma imitação delineada por uma lógica que opera as relações. O búfalo é a matéria que move aquele povo, portanto as forças que o rodeiam, logicamente, o põem em estado de êxtase, como uma assombração mesmo, sublimado, uma espécie de reificação. Temos uma identidade que representa toda aquela comunidade, diferentemente de um Michael Mayers em Halloween que ira representar o excluído, a diferença, o que não cabe naquela cidade, em Jalikattu é o inverso imanente, a substância-identidade intrínseca ao meio. A arte é assim esse humor que percorre o estado de êxtase para nos entregar o ponto mais importante, o movimento, o ato, e de uma elipse que é transmitida pela parabólica do significante, do facão que nos remete ao passado de uma outra força que rodeará esse búfalo, mas que por derrapagem perde a elíptica do movimento circundante ao animal e toma outro rumo primeiramente numa tangente, e nos revela um melodrama acontecendo no meio daquele devir caótico, de multiplicidades sobre a unidade do bisonho bisão. O monstro assim é outro, deixa de ser uma ameaça que se ajunta ao amorfo extracampo, para se misturar a mata, a floresta e ao rebuliço bárbaro dos homens e seus deuses, mas precisamente o dinheiro que move a economia e da moradia e identidade carpenteriana a nós. Essa tia velha que ainda persiste em buscar pneuma, na beira precipício e que por exaltar-se no ponto de equilíbrio conseguirá manter aqueles laços, e de encontro com a morte poderá escrever e embutir no imaginário do grupo toda Uma Historia, ancestral como rupestre e sempre totemizada… o capitalismo sempre esteve latente em nós? Muitas das historiografias que nos percorre se transforma nesse ponto que culmina na vontade de emancipação, seja do outro ou desse outro em nós mesmos, tanto o que negamos e nos constitui por negação, quanto o que subjugamos emasculadamente por poder, e por movimento nos demonstramos sempre mais intuitivos-emotivos e cinemáticos, do que racionais intelectuais e espirituais, o religioso que também faz parte de todo o negócio, contra o outro metódico e realmente litúrgico, todos são nomeados por isso que esta latente e em movimento, os símbolos sendo abstraídos pela natureza, e levados a esperança da metafísica e a construção de novas sociedades, e torres de babel. Por mais que agitação seja apanhada pelo aparato e seus dispositivos, como a elipse que nos expulsa-nos para dar outro rodopio colateral nessa jornada ao além e ao ulterior desmitificado dos símbolos, o qual requer uma lentidão, uma certa conservação que contem a própria revolução e as pujanças captadas pela lente da ciência narrativa, é aqui que ele se da por verdadeira e menos factual, numa espécie de falha ordeira a ser ordenhada e barganhada de uma outra forma, da contrarrevolução que afirma a antirrevolução, mas que paradoxalmente produz algum progresso. Processo que não é somente dado pela dualidade, entre forças opostas, mas pelas forças que se igualam num mesmo sentido e extrapolam dando um novo ângulo aos movimentos aferentes.
Referencias
Crítica aos limites dos “Direitos do Homem e do Cidadão” no Estado burguês. - Antônio Dias.
Como pode o movimento ser um ato? - Rafael Barbosa.
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