Garuda Gamana Vrishabha Vahana, 2021.
Raj B Shetty
"Onde não existe nenhum efeito não há nenhuma causa a procurar; nesse ponto, porem, o efeito é certo, a depravação real, e nossas almas se corromperam à medida que nossas ciências e nossas artes avançaram no sentido da perfeição. Dir-se-á ser uma infelicidade própria de nossa época? não, senhores; os males causados por nossa vã curiosidade são tão velhos quanto o mundo. (...). viu-se a virtude fugir à medida que sua luz se elevava no nosso horizonte e observou-se o mesmo fenômeno em todos os tempos e em todos os lugares." Jean-Jacques Rousseau
"Eu tornei a voltar-me e determinei em meu coração saber, e inquirir, e buscar a sabedoria e a razão, e conhecer a loucura da impiedade e a doidice dos desvarios. E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapara dela, mas o pecador virá a ser preso por ela" - Eclesiastes
A ciência que nos faz religioso, nos põem mais próximo da substância e nos transporta para uma vida mitológica. Pela verdade e justiça, pela construção humana, e intersubjetiva. A dança da morte, da transformação não faz de modo algum através de um individuo, mas através do outro. Enquanto se busca a força armada para conter essa outra força imanente que impera através dos hábitos em comum. Por haver de se diferenciar, o comunismo do socialismo? Como se fossem etapas de um processo maior, da transformação por inteiro das relações. Embora ainda vivamos numa anarquia que preza pela socialdemocracia, da conservação em passos vagarosos guiados pela techne, é nela que se constrói a idolatria do que ainda pode-se alcançar e nesse movimento superestrutural nos afastar das infraestruturas, dos próprios hábitos que ainda perduram, ainda são capitalistas por mais direitos a favor do humano que consigamos conquistar. O corpo ainda se fará mercadoria, por uma força que não cabe somente em um corpo extremamente impulsivo, mas pela vertente reativa do Nós, da pluralidade conquistada pela primeira pessoa. O eu se porta como unido ao conjunto de outrem, ou esta contido por ele? Ao passo que romântico e revolucionário trata esse conjunto formado pelos outros como um objeto, mas quanto mais empírico, portanto, substanciado trata o outro como parte de si, constituindo-o. Quando a representação de shiva é erguida do poço, as personas começam a ser mescladas, mas também será no decorrer da relação que o conjunto maior se mostrará mais forte, rompendo os frutos entre os dois irmãos. A necessidade que se faz em devir, a matéria que enforma os humores-desejos, nos coloca imantados junto a essa pluralidade da pessoa que observa o objeto-conjuntado. Isso que é observado e transformado também em um ser com vontades e desejos próprios reflete as energias do conjunto em qual foi gerado. O Eu é novamente carregado em outra direção, uma reconciliação em constância com a coisa-em-si. O movimento de desterramento que se da quando, o eu se ajunta ao objeto contemplado (deixa de ser observado para que no momento da junção passe a ser contemplado) as forças não o assumem mais, não há uma atração porem um movimento inverso da singularidade, uma narrativa é cocriada de forma social agora, o que é popular, da doxa que não pode ser descarta nesse processo, ao Eu totemizado pela religião, essas linhas que conectam um ao outro formando travas e bloqueios que serão também no momento da contemplação a ferramenta que irá liquidar e costurar as saídas e aberturas que permanecerem nesse tecido convencionado pela força atrativa do eu com o conjunto. Não é o conjunto por inteiro que o atrai, se não, não teríamos o eu, mas como força gravitacional da massa substantiva dizimaria e controlaria em todo o momento esse ser aparte, não o deixando nascer, não podendo desse modo existir sociedade alguma. Contudo, é apenas uma faceta que o atrai. Algo ali na superfície lhe isca e o põem em contato com a memória como um semblante que o apavora corriqueiramente. Mesmo tomando gosto pelo esporte e pelo jogo, esse fio que permanece do lado de ca o desvela dessa força maior e a-romântica que não produz nada a não ser uma sapiência e clareza da justiça, desses aspectos enformados que tentam sair e se mostrar ao além, atraindo e aprisionando o singular. Espectros que não são capazes de produzir essa singularidade e eleva-los para fora do tecido, mas que conseguem atrair e exterminar o eu, a diferença. Como não pode haver o bom mesmo que em progressismo? Ou esse reencontro do aspecto que seduz através de linhas cientificas esse Ser no nada. È a denúncia que se dará através da imagem idealizada a qual corrobora com a construção de um novo ser que fará com que esse todo continue preexistindo mesmo em sociedades mais indiferentes, elevadas somente em superestruturas de mais valor e sem infraestruturas de hábitos que constroem movimentos verdadeiros e não factuais, o qual é meramente observado, nunca gerando linhas para o ato contemplativo, mas escutas a partir de dados aliciados pelo anti-feminino.

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