"City Lights", 1931.
Charles Chaplin
"não há, pois, dúvida alguma de que sou, se ele [o gênio maligno] me engana; e, por mais que me engane, não pode fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito." - René Descartes.
"Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras." - Manuel Said Ali.
A formação dos sentidos em seu processo conciliatório sempre prioriza algum, se sobressai e subsiste o particular pelo plural. A visão para o cinema é o fundamento, é o sentido da imagem que perdura, sendo ela uma inversão no subjetivo de quem a assiste. As relações que perduram vão desconstruindo o caráter e formando outro conforme a maioria avança. Aqui além da visão é a audição que também fara em conjunto as coordenações. Por isso o disfarce da mimese, já que por mais que a audição acompanhe a imagem, dos diálogos que não produzem som direto, mas são sublinhados pela trilha. Se a banda toca como uma marcha, um hino, todos irão parar para saudação, mesmo que desgostosos com o “desrespeito” do marginal. A bondade só poderá ser praticada através da mediação, dos números em sua dimensão intermediaria entre o sensível e o inteligível, do plano detalhe do tato, construído pela imagem, nos levando a sensação final, e agora inerte que a imagem nos da como desgosto inclusive, ao rejeitar o romance que é calcado por esses espectros mestres da imitação, corroborarão com o adaptável. Do olhar vago que se assemelha a cegueira, a luta de boxe como uma dança de cadeiras. É necessário se disfarçar, se utilizar da arte para se fazer revolucionário, mas que aos mesmo tempo se torna a própria divisão de mundos, da causa sendo esquartejada e começando a nos dar a multiplicidade de significados que a matéria pode emanar. O da substância imanente sendo consolidada logo depois de Platão, para a inversão romântica em nossa retina por marx. A natureza vai sendo apartada para que se faça biológica nesse processo histórico dos espectros, da divisão dos elementos que confiscam a lógica dos sentidos, para a classificação que a consolida, transformando a religião também numa física quântica. Da imortalidade que a arte produzirá, se e somente se estiver nessa logica das massas, de alguma imitação que seja pelo menos capaz de ser apanhada pela câmara obscura, não mais o olho, mas esse aparato que o simula. Portanto, tudo que incomoda, e esta sendo caçoado nessa cinética tanto serve de consolo catártico, como esmeril para o próprio movimento. Do rico que faz boas causas quando está em estado alterado, dando suporte a quem tem a experiência mais terrena em sua forma simpatética. Em suma, o perímetro dos sentidos conduzirá a conciliações e reformas a serem sempre revogadas e levadas a incisivos questionamentos pelas taxas de lucro. Por isso a aproximação só pode ser dada em seu ponto mais conclusivo, de duplas afirmações mesmo. A força, ou melhor, o esforço nos da essa imagem ulterior dos olhos repletos de lagrimas, do entendimento fazendo sua justiça, do cinema já consolidado como propaganda e nunca como produção de espirito. O acalentar nessa relação quântica é mais importante, do fogo sobre o raciocínio, e mesmo em qualquer despertar dogmático não poderá se fazer respeitado pelas forças do pro tanto, somente em extensão e a tal ponto. Relações só são possíveis assim por uma mediação, já predizem em sua priori uma troca, e que pela vontade do todo-considerado é transformada em sentido duplo, tanto no momento em que ocorre, quanto na posteriori como uma premonição e transmutação de energias facultativas. As cartelas estão como totens diferentemente das coordenações dos sentidos, estão ali para subordinar as cenas em seu didatismo. O Marginal e o burguês são repletos de semelhanças, é a lógica contida logo acima da intuição, ainda não se fazendo de razão que os unifica e somente o ecônomo conseguirá classifica-los. A economia passa a ser não como um jogo com regras a serem respeitadas, mas como um sistema a ser sempre burlado, também não pela quantidade da dimensão intermediaria dos números antipitagoricos de Platão, mas pela qualidade dos humores, e se essas substancias serão capazes de produzir futurismos.

Comentários
Postar um comentário