Capitu e o capitulo, 2021.
Júlio Bressane
"Pois decifram os aqui na ficção de Poe, tão potente, no sentido m atem ático do termo, a divisão onde se verifica o sujeito pelo fato de um objeto o atravessar sem que eles em nada se penetrem, divisão que se encontra no princípio do que se destaca, no fim desta coletânea sob o nome de objeto a (a ser lido: pequeno a).É o objeto que responde à pergunta sobre o estilo que formulam os logo de saída. A esse lugar que, para Buffon, era marcado pelo homem, chamam os de queda desse objeto, reveladora por isolá-lo, ao mesmo tempo, com o causa do desejo em que o sujeito se eclipsa e com o suporte do sujeito entre verdade e saber. Queremos, com o percurso de que estes textos são os marcos e com o estilo que seu endereçamento impõe, levar o leitor a um a consequência em que ele precise colocar algo de si." - Jacques Lacan
"Uma teoria é científica se podemos especificar antecipadamente um experimento crucial (ou uma observação) que possa falseá-la, e é pseudocientífica se nos negamos a especificar esse 'falseador potencial'. Mas em tal caso não estamos distinguindo entre teorias científicas e pseudocientíficas mas sim entre método científico e método não científico" - Imre Lakatos.
A carnificina que impera nos atos diante a câmera e emana a energia sugerida pelo corpo, nos detêm como anamnese do próprio ato. O ser pode ser dito de inúmeras formas, é sabido, mas o ser que é dito nesse ato classificatório, É, e não pode ser desdito, mas palavreado enquanto perdura em seus movimentos. Em outras palavras, pode ser agora adornado, mas também pode não ser. A ciência que observa, também desorbserva, e produz uma indiferença em seu movimento verticalizado na tentativa de fazer com que esse ser seja reconhecido. Obviamente as ferramentas usadas aqui são de fator positivo e não negativo, se observa o objeto-corpo segundo o meio em que vive, com as normas e preconceitos inclusive. Não nos dando qualquer possibilidade do pensamento pairar sobre o não-ser, pois esse é inobservável segundo as normas. O que é inexperiente será assim usado até sua última função, a de objeto, e nesse exato momento deixa de ser corpo e matéria. corpo como algo que detêm uma certa gravidade, um certo peso em tal atmosfera, e matéria algo que carrega em si uma substância, um não-ser inobservável. O liberalismo pode ser assim descrito como um antiprogresso, pois voltado estritamente a economia, a se e somente se, a matéria, e enquanto sistema que opera na liberdade do sujeito é progressista, e assim é voltado ao se e somente se, corpo. Quando calcado á matéria, esse aporte econômico irá nos dar as piores visões de prognóstico, tal qual um antigo xamã observava as vísceras e fazia politica para seu grupo. Porem se fundamentado no corpo, é toda a fórmula cinética dada pelos físicos até aqui. Atenho-me por enquanto ao segundo movimento, o do corpo que esbarra em outros, e por meio do atrito, do ponto facultativo(não é mais xamã, contudo, medico), esses corpos deixam de ser objetos a serem meramente observados por alguém acima deles, mas ganham toda uma mitologia a serviço de um duplo do ser que as observa. O cientista se torna um andrógino, sabichão, que assexuadamente produz valores in progresso, como conectado a sua cultura, não poderá nos dar o místico, que é mais a força do xamã, sequenciado pelo novo sábio academicamente alicerçado pela lógica do meio. Produz o que acha ser racional, mas em sua observação apenas emana humores gnósticos e recauchutados, da lógica que emana sobre a intuição. Essa falsa descoberta produzida numa pequena redoma racional (chamaremos de racional para que não nos de tanto problema com a ciência.) o movimento assim é de grande importância para os corpos, só se é, se em estado de eterno movimento, se houver alguma pausa, e digo pausa como uma eterna imutabilidade, mesmo que contraditoriamente num instante, será uma valoração paradoxal, como todo ato valoroso o é. Destituiríamos o rei andrógino, e nos retiraria das vistas das novas idades medias. Idade onde se fazem a mediação entre a substância, e a então mercantilização dela em sua forma empírica e não pitagórica(ceticamente psicótica). A palavra que é encapsulada e transformada em projetil para desarmar o outro com que se compete, é o principal problema não resolvido nessa transição das médias, some-se das vistas do Leviatã cientificado, é nesse novo ambiente que será traçado todo uma corrida pelas buscas de novas propriedades. com que o conceito de privação dado pelo economês se torne insuficiente e algo que perde todo seu valor onde o que impera é a anarquia, ou melhor, a filosofia da natureza. Esse lastro deixado pela destruição imperada por qualquer tentativa de união, revela o lado mais intuitivo possível dos movimentos e só ao longo do tempo, mais principalmente das grandes eras, essa intuição pode ser melhor observada, num processo inverso da ciência, ou seja, da produção de inconsciência, do lugar e espaço vazios na própria consciência. A natureza é indizível de inúmeras formas.

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