Hurssel e Bresson contra Heidegger e Schrader.
The Card Counter Paul Schrader "Pois, para Heidegger, o significado mais próprio do idealismo, a posição ontológica segundo a qual o ser (e exclusivamente o ser) é tido como o que se dá somente numa compreensão, sem jamais poder ser encontrado como ente subsistente ou visado como objeto, consiste em que através disso o que se chega a conceber não é senão a própria diferença ontológica (a tese “de que o ser não deve ser esclarecido pelo ente”): “Nesse caso, Aristóteles não teria sido menos idealista do que Kant”; ao passo que, se “idealismo significar a recondução de todo ente a um sujeito ou consciência que, por sua vez, se caracteriza como o que permanece indeterminado em seu ser”, “esse idealismo se mostra tão ingênuo quanto o realismo mais grosseiro”. Sem dúvida, exemplo privilegiado dessa segunda forma de idealismo constitui a fenomenologia husserliana, uma vez que esta resolutamente assume o campo transcendental como ontologicamente neutro, sustentando a relatividade do ser e...